segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Jack Espirro


- Ahhhhhh... Chegou segunda! Dia de beber, o que? Por que não? Todo dia é dia, rapá!
“Vô entrar de fininho, pra ninguém me ver... Aqui tá bom.”

-Ei, paga um copinho pra mim, por favor?.. Não?.. Mas se você pagar eu posso te contar uma coisa, uma coisa que eu ouço toda hora e que eu acho curioso...

É o seguinte: vou falar com você sobre palavrão.

Eu tenho andando bastante por ai e comecei a ver que neguinho tá usando palavrão à vera, e não to criticando não! Só que, maluco, eu acho engraçado!
Porra, virou palavra comum sabe qual é? Tipo esse porra ai que eu mandei, só pra introduzir a frase! Tú fala palavrão pros teus amigos, pro teu pai, pra tua mãe e fala até pra criancinha pequena ai depois fica batendo na própria boca e falando pra criança que falar palavrão é feio olhando em volta com a maior cara de cu abandonado. HAHAHA mais um!

Sem contar que virou também modo de expressar emoções, aliás, emoções não o ÁPICE delas! Até em frase de romance já pegou quer ver? “Te amo pra caralhooooo!” Sente a quantidade de “ôôôôôôô” que tem na parada! Agora vem um sujeito depois dessa declaração toda sua e diz “Te amo muito também”. Ah, vai tomar no cu! Parada sem sal!

Outra coisa que eu queria falar aqui e deixar bem claro é essa parada de “sem querer ofender” e “com todo respeito”! Isso ai é historia de quem não quer perder a amizade mas quer criticar o amigo, presta atenção:

Eu por exemplo não bebo wisky sem gelo. Ai vem um amigo meu esses dias e me diz: Beber wisky com gelo é coisa de viadinho, sem querer ofender. (...) Ô maluco! Vai te tomar no cu! Que isso!? Tú vem e me chama de viadinho e agora fala que é não é pra ofender? Tá de brincadeira, né!? Quer dizer, o que eu tenho que pensar? Que só porque “ele não quis me ofender” eu sou menos viadinho pra ele?
E o famoso “com todo respeito” esse é o que me deixa mais confuso e é só por um motivo. Porque todo mundo fala isso depois de xingar a mãe dos outros. Se o cara quer me respeitar, maluco, vai xingar a mãe de outro! Quero ver chegar no jogo de futebol e xingar o juiz de filho da puta e depois gritar pra ele de lá de cima “ Sem ofensa, tá!?”, num fode!

- Essa parada de dizer com todo respeito é só pra não perder a amizade mesmo. E na boa, se tú não quiser perder a minha amizade paga a minha bebida que tú tá me devendo, com todo respeito, claro, porque eu não to querendo te ofender...

Um grande abraço do seu amigo  medingo Jack Espirro, que dorme coberto com jornal pra poder acordar bem informado!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Solidão coletiva.

Sociedade dos poetas solitários.


Vagando por estas áridas terras eu me deparei com muitas personas pelo meu caminho e cheguei a uma singela dedução, somos todos solitários.
Sim solitários, em muitos blogs, textos e conversas eu vi as pessoas descreverem de forma tão eloqüente a sua solidão e arrisco a dizer que a descreveram de forma apaixonada. Esse sentimento pode vim de muitas formas: Uma madrugada, um tedioso domingo à tarde ou um final de semana sem a pessoa amada, enfim suas fontes são infinitas.
E de vasto repertorio para servir de matéria prima para nos poetas e só para citar alguns: solidão existencial, amorosa, religiosa e até animal. Somos dependentes de nossa própria amargura, o que seriamos nos se não tivéssemos nada para sofrer?
Tal emoção é a coringa de nossas vidas e sempre recorremos a ela quando queremos algo para ocupar nosso tempo, nos trás inspiração e uma bela desculpa para auto-piedade.
Somos todos poetas de nossas próprias vidas e se essa é nossa prima Donna eu digo, somos uma sociedade de solitários.
Vivendo em nosso auto-exílio do topo das torres de marfim do ego se inebriando com a presença de nossa ilustre convidada a solidão

Dispenso pomposas apresentações. Como um bom, menestrel faço da simplicidade e beleza meu cartão de visita.
Will menestrel da Taverna

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Os invisíveis


Os invisíveis estão por toda parte, no caminho para o trabalho, para casa e para a diversão.
Os invisíveis vivem, sofrem,choram e morrem ao nosso lado sem que nos demos conta.
Os invisíveis são iguais a mim e iguais a você.
Os invisíveis só tiveram o azar de nascerem sem serem vistos.

Andando nas ruas e quantas vezes nós realmente nos damos conta da sua existência, mesmo quando eles nos forçam a vê-los com suas cenas, com suas tristezas e pedidos de ajuda. Mas nós não queremos enxergar, porque eles são culpados. Culpados por refletirem aquilo que não queremos ver em nossa espécie: o vício, a pobreza, a decadência. Mas nós não seriamos também culpados por refletirmos a egolatria, hipocrisia e decadência moral? Temos medo, um grande e poderoso medo de nós mesmos e por este sentimento nomeamos os invisíveis como os mártires dos pecados e temores da humanidade, e estes que carregam diariamente a nossa cruz.
Somos narcisos com medo de olhar para o lago, e nos afogarmos em nosso reflexo.
Mas até quando os invisíveis serão assim e até quando fechar os olhos irá nos proteger?

The Clown é a cômica tragédia da nossa vida.
“Quando um macaco se olha no espelho, ele não vê um homem”

E se pum tivesse cor?

Olá pessoas desse mundão, hoje eu acordei e me lembrei de uma historia que aconteceu comigo a um dia desses e pensei, porque não compartilhar com alguns bêbados desse bar.

E se bem me lembro ela foi mais ou menos assim........
Era uma quarta feira a noite, por volta das 19:00, e eu estava no meu ponto esperando meu ônibus como o de costume (praticamente todos os dias as 19:00 eu esperava meu ônibus)com a cabeça mergulhada em problemas e compromissos do dia a dia - que foi, gente? eu também tenho problemas comuns e nem sempre fui 100% maluco, pelo menos não naquela época - , quando de repente um ser surge do meu lado, ele devia ter 1,60cm de altura usava um terno que devia ser muito bonito há 30 anos quando ainda era novo, sua pele era enegrecida pelo sol e em sua face podíamos ver o fruto do trabalho exaustivo.

Eu pensei que não seja um assalto, uma cantada ou me peça dinheiro, mas para minha surpresa ele iniciou o seguinte dialogo:

Velho: Oi, está uma noite quente não é?
Eu: *com uma cara de “que porra é essa” * É, esta quente sim.
Velho: Mas poderia ser pior, pelo menos temos um lugar pra ir.
Eu: Legal né.
Velho: Uhum muito bom mesmo, garoto você sabia que às vezes uma pequena frase pode causar muito efeito.
Eu: ............ *aceno com a cabeça*
Velho: Pois então pense em uma seguinte coisa, use a imaginação e pense. E com um sorriso malicioso ele disse: e se peido tivesse cor.

Bom vocês podem imaginar minha reação de surpresa e quando fui olha para o velho ele tinha sumido, minha dedução foi velho $#@%&! Deve ter peidado e saído correndo, ignorei o fato e fui pra casa.
Mas aquela frase ficou se repetindo na minha cabeça, “e se pum tivesse cor”, e um belo dia quando conseguir ser louco o suficiente para atender seu significado eu também sorri maliciosamente como o velho.
Então pessoas como seria se tudo aquilo que nos tentamos esconder torna-se visível.
E se pum tivesse cor......
Com um sorriso malicioso do Gato de Cheshire.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Olá, meu nome é bob

Caros bebuns parece que mais um louco decidiu filosofar nesse boteco, espero que ele seja bem rececido pois a primeira rodada é na conta dele
Variavel L


Se você já me viu por aqui, é um prazer revê-lo. Se não, é um prazer conhecê-lo. Primeiro vou contar um pouco da minha história aqui para vocês. Que dizer da minha história com esse bar.
Vamos dizer que eu era um reles freqüentador que resolveu passar um pouco de suas histórias e experiências de vida. Sou técnico em TI de uma empresa qualquer... Gosto de música clássica, e é a partir daí que vou contar uma história pra vocês. Um dia existiu um grande violinista muito talentoso. Vocês já devem conhecer vários, mas a história desse é incrível.
Ele havia se preparado meses para seu concerto daquela noite. Havia deixado seu violino afinado e em perfeitas condições no dia anterior. Sempre conhecido por sua brilhante apresentação, sempre foi aplaudido de pé, mas naquele dia algo novo iria lhe ocorrer.
Ele pegou seu instrumento e se direcionou ao centro do palco e, dali, começou a tocar.
Depois de alguns minutos tocando, algo inacreditável aconteceu. Um grande ruído se manifestou dentre os ouvintes. Uma corda havia arrebentado. Tudo bem, pensou ele. Apenas uma corda, poderia ser contornada e lá continuou ele. Então alguns instantes se passaram e mais um ruído atravessou a platéia. Algo nunca visto antes tinha acontecido aquela noite. Outra corda havia se rompido. Todos entraram em pânico... O concerto havia terminado tão tragicamente? Precisaria de novas cordas. Mas ele bravamente havia retornado a tocar. Todos começaram a se acalmar. E quando acharam estar tudo bem, o impossível aconteceu. Uma terceira corda havia arrebentado. Ele parou alguns instantes... Analisou e todos o fitaram atentamente. Apenas com uma corda ele havia voltado a tocar. E assim concluiu o concerto perfeitamente. Aplaudido mais uma vez de pé.
Aplaudido por sua habilidade, sua audácia e antes de tudo por sua perseverança.
Moral da história: contanto que você ainda tenha um caminho você ainda pode lutar até o final. Uma corda pode ser pouco, mas ainda sim é o suficiente.
Foi um prazer contar esta maravilhosa história. Lembre-se: Seja Perseverante. 
Bob.

Realismo amoroso


Aqui estou eu de novo nessa pocilga sua querida, linda e poderosa Foxy Love.
Sim eu furei a fila mesmo, o que posso fazer se enquanto os outros ficam tímidos eu tenho palavras a despejar como uma metralhadora. Desde o primeiro post foram ouvidas muitas criticas e idéias............ e como resultado final, os outros iram melhorar, pois eu já sou muito boa.  ; )

Como uma boa irmã eu digo; “Amor é aquela força invisível que move a todos nos”, queridinha isso não é o amor, a força invisível que move a todos nós se chama capitalismo.
A maior parte das pessoas vivem suas vidinhas achando que em algum lugar no mundo existe o  “amor verdadeiro” ou a sua ” alma gêmea”, isso é um tremendo faz de conta historia para criança dormir.É muito bonito e muito brilho e bla bla bla mas isso só é valido até os nossos 12 anos (pelo menos na minha época era até os 12) quando você só assiste desenhos da Disney e filmes da sessão da tarde sobre adolescentes americanos.

Agora quando se uma pessoa “adulta” tenha dó, esta na hora de você crescer. Enquanto você perde seu tempo esperando pelo amor ele esta bem longe de você vagando pelo mundo real, então levante sua bunda do mundo da imaginação e vá à luta.
Amar não é bonito, o amor dói, ele arde como o fogo penetra seu corpo como uma lamina e te trás tanto prazer que por alguns segundos podemos ver a face de deus (ou deuses).O seu amor pode esta vagando pelas ruas, na sarjeta ou bebendo em algum bar, qualquer mulher ou homem pode ser sua alma gêmea basta querer.

Nunca se esqueça o verdadeiro amor é aquele que te dar prazer, não uma bela ilusão. Sofra,grite,chore,sorria e por fim desmaie apenas na lama da realidade podemos sentir o prazer de esta  vivos.