domingo, 19 de dezembro de 2010

Sociedade dos poetas solitários.


Vagando por estas áridas terras eu me deparei com muitas personas pelo meu caminho e cheguei a uma singela dedução, somos todos solitários.
Sim solitários, em muitos blogs, textos e conversas eu vi as pessoas descreverem de forma tão eloqüente a sua solidão e arrisco a dizer que a descreveram de forma apaixonada. Esse sentimento pode vim de muitas formas: Uma madrugada, um tedioso domingo à tarde ou um final de semana sem a pessoa amada, enfim suas fontes são infinitas.
E de vasto repertorio para servir de matéria prima para nos poetas e só para citar alguns: solidão existencial, amorosa, religiosa e até animal. Somos dependentes de nossa própria amargura, o que seriamos nos se não tivéssemos nada para sofrer?
Tal emoção é a coringa de nossas vidas e sempre recorremos a ela quando queremos algo para ocupar nosso tempo, nos trás inspiração e uma bela desculpa para auto-piedade.
Somos todos poetas de nossas próprias vidas e se essa é nossa prima Donna eu digo, somos uma sociedade de solitários.
Vivendo em nosso auto-exílio do topo das torres de marfim do ego se inebriando com a presença de nossa ilustre convidada a solidão

Dispenso pomposas apresentações. Como um bom, menestrel faço da simplicidade e beleza meu cartão de visita.
Will menestrel da Taverna

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